Vídeo: pequeno grande gato
Quem vai dizer que não é um gatinho? Só não espera até crescer!






O que se diz por ai dos nossos amigos felinos...
será verdade?
Autor: Sofia Marques (médica veterinária): Animais e Companhia


No entanto, ter um animal pode ser totalmente benéfico para a amizade dos pequenos. Com um bichinho, como um gato, eles aprenderão a ter responsabilidade , cuidando de sua alimentação e higiene. Saberão dividir a atenção dos pais com o animal. E, mais do que isso, aprendem, desde cedo a amar um ser vivo.
Alguns cuidados devem ser tomados para deixar essa relação entre bichos e crianças ainda melhor. Em se tratando dos gatos, muitos temem que o animal arranhe ou morda as crianças. Isso pode acontecer, claro, especialmente se a criança maltratar o gato ou tentar agir como se fosse da sua espécie, correndo e saltando sob ele.
Com crianças muito pequenas, é bom monitorar as brincadeiras e ensiná-las que o gato é um ser vivo, que sente dor se tiver suas orelhas puxadas, por exemplo. Cabe lembrar também que pequenos arranhões não oferecem nenhum perigo, devendo ser lavados e esterilizados, apenas isso. Para manter a segurança completa e em dia, cuida da vacinação do seu gatinho.
Já com crianças maiores e adolescentes, é importante conversar e explicar as necessidades do animal. Isso pode evitar problemas e construir uma relação que dura mais de 20 anos, em muitos casos.
Doenças respiratórias
O caso das doenças respiratórias é mais delicado, mas ainda assim merece ponderação. Muitos pediatras hoje, ponderam que os ambientes altamente esterilizados e limpos das casas modernas deixam as crianças sem defesa imunológica, favorecendo o aparecimento de vários tipos de doenças, especialmente no trato respiratório.
Assim, conviver com um animal de estimação pode provocar uma certa “bagunça” que é saudável para o organismo e a mente das crianças. No entanto, é bom conversar ponderadamente com seu médico, analisando riscos e vantagens de seu filho ter um animalzinho peludo, como gatos e cachorros.
Vale lembrar que, emocionalmente, só há vantagens na parceria. A relação de afeto entre crianças e animais é inigualável. Tereza, 31 anos, conta que “obrigou” sua mãe a adotar uma gatinha quando tinha apenas 2 anos de idade. “Minha mãe visitou uma amiga que cuidava de uma ninhada de gatinhos. Ela conta que eu me encantei à primeira vista e não parei de chorar enquanto ela não levou a gatinha”, conta.
A mãe de Tereza temia que a chegada do animalzinho provocasse problemas maiores na filha, que tinha rinite alérgica e havia saído naquela época de uma pneumonia. “Mas ela conta que foi o contrário. O cuidado com o gatinho me restabeleceu e me fez melhorar de tudo isso. Hoje tenho 3 gatos e nenhum problema respiratório”, afirma.FILO: Chordata
CLASSE: Mammalia
ORDEM: Carnivora
FAMÍLIA: Felidae
GESTAÇÃO: Média 62 dias
CRIAS POR ANO: 2
Nº DE FILHOTES: 3 - 6
TEMPO DE VIDA: 15 a 19 anos
TEMPERATURA EM ºC: 38,0 - 39,0
COMPRIMENTO MÉDIO: 55 cm
ALTURA MÉDIA: 30 cm
Os egípcios apreciavam de tal maneira seus gatos que sua exportação era expressamente proibida; mas os mercadores jônicos entregaram-se a um lucrativo contrabando que permitiu ao gato-caseiro alcançar primeiro a Ásia Menor e depois a Europa. Na Índia o gato foi, aproximadamente, amansado na mesma época que no Egito. A China já conhecia o gato-caseiro mil anos antes de nossa era, o Japão um pouco mais tarde.
Os romanos se interessaram mais pelo gatos do que os gregos. A legião de César contribuiu muito para sua distribuição por toda a Europa e, em particular a Inglaterra. Portanto, foi somente ao ano de 1400 que o gato-caseiro substituiu definitivamente em Roma a fuinha, que era utilizada até então para o controle de ratos.
Na Idade Média foi, de um modo geral, hostil aos gatos, que eram associados às feitiçarias e considerados criaturas diabólicas. É desta época que parte a maioria das superstições, das quais algumas chegaram aos nossos dias.
O gato-doméstico, por seu caráter independente, aceita a coabitação do homem mas não abandona nenhuma de suas prerrogativas de animal livre. Por isso não é considerado propriamente doméstico. Sai à hora que lhe convém, deita-se onde quer, come o que gosta, goza nossa hospitalidade e nossas carícias que lhe agradam, mas recusa-as quando as irritam. Em troca, oferece-nos sua beleza e sua graça. Se caça camundongos é pelo esporte e não para se tornar útil.
Animal livre, o gato é independente e voluntarioso. A reação do gato, é muito diferente do cão, quando ele defende seu território é unicamente contra os outros gatos, nada mais lhe importando. Como os outros carnívoros marca o seu território urinando nos limites do mesmo, inclusive na cama do dono e, isso tem significação apenas para os outros gatos.
O gato-caseiro é um animal gracioso, limpo e simpático. de movimentos harmoniosos, tem uma agilidade surpreendente. Seus passos são flexíveis e medidos, e ele se apóia com suavidade sobre as acolchoadas patas. Suas unhas retrateis tornam a marcha perfeitamente silenciosa.
Quando perseguido ou assustado, ele pode deslocar-se rapidamente por meio de uma série de saltos que o põe fora de perigo. Mas, em terreno plano e descoberto, sua corrida é bem menos rápida que a do cão. E é por esta razão que ele em geral tenta subir em árvores ou escalar muros com a ajuda de suas garras.
Qualquer que seja a maneira que ele caia, o gato consegue sempre aterrar sobre as patas, graças ao seu senso de equilíbrio, que permitem que ele de contorça no ar. Se a queda é grande a cauda funciona como leme. O gato também sabe nadar, mas só o faz excepcionalmente.
Senta-se como os cães, apoiando-se no solo com a parte posterior do corpo e sustentando-se nas patas anteriores estendidas. Dorme geralmente de lado, mas tem uma noção de conforto muito pessoal o que o leva a adotar, muitas vezes, as posições mais estranhas.
Para se expressar, o gato-caseiro dispõe de um vocabulário bem diversificado cheio de miados, ruídos, assobios, gritos, espirros e sopros variados, capazes de expressar prazer, pesar, desprezo, medo, cólera, ameaça, namoro, etc.. A maioria dos gatos emite um som muito especial para saudar o dono, e todos sabem que um gato satisfeito ronrona. O miado é dirigido exclusivamente às pessoas e nunca aos outros gatos.
O tato e a visão e a audição são os sentidos mais desenvolvidos do gato. O olfato é menos sensível. Os pêlos de seus bigodes são órgãos táteis muito sensíveis. As patas têm, igualmente grande sensibilidade tátil.
A visão é excelente, tanto de dia como de noite, pois sua pupila vertical tem grande poder de dilatação e contração, segundo a intensidade da luz; mas ele é capaz de perceber objetos numa luz muito fraca. Sua audição é ainda mais aguda. Reage, aproximadamente, como a do homem, a freqüências inferiores a 2.000 ciclos por segundo. Mas na gama dos agudos percebe sons correspondentes a 60.000 c.p.s, enquanto o limite humano é de 20.000 c.p.s.
O gato é um animal muito limpo e, limpa o seu pêlo cuidadosamente, lambendo e alisando incansavelmente do pescoço à extremidade da cauda. Oculta cuidadosamente os excrementos com terra ou serragem preparada para esse fim e que deve ser renovada todos os dias.
Ao contrário do cão o gato é um animal essencialmente individualista, altivo e solitário e, ele nunca se submete a seu dono. Esse caráter independente valeu-lhe uma reputação muito justificada de desobediente.
O gato também é de natureza prudente. Jamais se aventura a fazer algo sem tomar precauções. Se sai à noite, espera junto da porta, antes de partir, que seus olhos se acostumem à escuridão. Em face do perigo, geralmente prefere pôr-se em segurança, em qualquer refúgio elevado, donde observa o inimigo com um olhar maligno, seguro de que este não poderá alcançá-lo mas, se não vê saída, não hesita em defender-se com a maior coragem.
A atitude de arquear o dorso e eriçar os pêlos é uma atitude para intimidar o adversário fazendo com que se parece maior do que realmente é.
REPRODUÇÃO
A gata é fecundada geralmente pela primeira vez aos cinco meses. É com essa idade que ela tem o seu primeiro cio e se torna sexualmente adulta. O cio dos gatos não tem período determinados. Nos climas temperados os acasalamentos são mais freqüentes durante a primavera e podem durar de três dias a três semanas. Se a fêmea não é fecundada, ela começa imediatamente um novo período de cio.
Na época da reprodução, a gata emite um grito característico e de grande alcance que alerta todos os machos da vizinhança. O comportamento, nessa época, tanto do macho, como da fêmea, muda completamente. O animal se torna subitamente selvagem, inquieto, e vaga de dia e de noite à procura de seu companheiro (ou de sua companheira).
Todos nós já fomos acordados alguma noite por seus gritos que lembram o choro de uma criança. Os machos lançam a combates implacáveis para resolver apenas a questão da precedência, uma vez que, no fim das contas, a fêmea será servida, a curtos intervalos, por todos os machos. A gata pode dar à luz, numa mesma ninhada, a filhotes originados de vários machos, podendo cada um deles ser de um pai diferente.
A gestação dura em média 62 dias, mas também nisso o gato é individualista, e ela pode variar de 59 a 69 dias. A mãe prepara com antecedência um leito macio e confortável num lugar tranqüilo. Seu instinto faz com que ela esconda a prole de modo que o pai não descubra, pois ele não hesitará em devorá-la.
Na hora do nascimento, cada gatinho nasce num envoltório que a mãe rompe ao limpar o filhote, ela come a placenta o que estimula a produção de leite. Ela não se contenta em apenas amamentar seus filhotes, mas passa grande parte do tempo a lambê-los e lustrá-los com sua língua áspera. A gata é uma excelente mãe e, é ainda capaz de amamentar cachorrinho, coelhinho e mesmo ratinhos órfãos.
texto por: Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Fonte: Amigos de Pêlo