“Quem pode acreditar que não há uma alma atrás daqueles olhos luminosos?” – Theophile Gauthier

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Esterilização (castração) em Gatos




A decisão por fazer com que o gato seja castrado ou não sempre é do proprietário. A grande quantidade de gatos castrados e bem adaptados é uma indicação das vantagens desse tipo de cirurgia. Aqui procuramos apresentar as principais diferenças entre gatos castrados e não castrados no que se refere ao comportamento em geral.

Gatos não castrados

Fêmeas

Se a fêmea não for castrada, ela provavelmente entrará no cio todos os meses, apresentando um comportamento bastante alterado. Normalmente a fêmea fica miando de uma forma diferente (parecida com aquela que se escuta nos telhados durante a noite), quando acariciada fica com as costas rígidas e expõe o órgão genital, ao colocar a cauda para o lado. Está mais propensa a problemas de saúde relacionados ao sistema reprodutor do que as castradas.

Machos

Se o macho não for castrado, quase sempre ocorre marcação de território com urina (o cheiro do xixi do gato macho é praticamente eterno!) e a relação entre ser intacto e o hábito de marcar território com urina é fortíssima: cerca de 90% dos gatos para de marcar território, quando castrados, sejam machos ou fêmeas (que também urinam para marcar território). Outra coisa comum são as fugas para procurar femeas no cio, onde ele comumente é atropelado, pega doenças ou com sorte fica todo machucado brigando com outros machos.

Gatos castrados

Machos

Os machos param de marcar território, e não saem para procurar fêmeas no cio. A população de gatos de rua pode ser controlada. É verdade que eles engordam um pouco, mas nada muito sério. Os machos ficam mais caseiros, e sua saúde agradece. Castrar um gato não evitará que ele faça passeios e tenha vontade de encontrar outros gatos, expondo-se aos mesmos riscos que aqueles que passeiam por não serem castrados. Não vejo motivos para achar que o animal castrado é infeliz. Pergunte para donos de animais castrados se eles consideram seus animais infelizes por causa da cirurgia. A sexualidade, nos cachorros e gatos, está nos hormônios e não na cabeça (e o que é melhor, não tem nada a ver com o afeto).

Fêmeas

As fêmeas não entrarão no cio, não ficarão prenhes e não terão doenças de útero ou ovários. Seu comportamento se torna mais estável, em geral menos agressivas.


Desvantagens da castração


todo procedimento cirúrgico implica em riscos, na operação e no período pós-operatório

um animal castrado não poderá mais se reproduzir. Tanto o animal quanto os donos não terão essa experiência

o gato castrado pode apresentar um aumento de peso

Fonte: www.cachorrosegatos.com/castracao_felinos.htm



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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Um novo olhar sobre os bichanos - Linguagem Corporal


Linguagem corporal dá dica do que se passa no coração e na mente do animal

1 - Balançar a cauda - Ao fazer isso, um gato não está demonstrando alegria. Muito pelo contrário. Significa que está incomodado com alguma coisa ou pronto para o ataque

2 - Massagear - O gato pressiona superfícies e movimenta as patas. Em geral, demonstra satisfação e contentamento. Filhotes fazem isso enquanto mamam

3 - Rolar - Indica tanto que o gato não tem a intenção de atacar quanto que está submisso, embora a submissão felina indique mais afeição que obediência

4 - Esfregar-se - Expressa afeição e demarcação de território. O contato quase direto com a pele faz com que o cheiro do bichano fique impregnado onde quer que ele se esfregue

5 - Movimentar orelhas - A posição dos órgãos indica a vontade de participar das situações. Altas e viradas na direção do que está acontecendo, indicam interesse. Baixas e viradas para o lado oposto do movimento ou som demonstram indiferença

6 - Miar - Há dezenas de miados. Variam de acordo com a situação e a intenção. Os mais longos e crescentes costumam indicar felicidade, os mais agudos e estridentes podem ser sinal de uma briga com outro gato

7 - Ronronar - Quando afagados, os gatos ronronam para demonstrar deleite e reciprocidade

8 - Morder - Serve para demonstrar afeto, agredir ou brincar. A que indica afeto costuma ser a mais delicada e ocorre enquanto o gato recebe carinho ou sente prazer com a companhia

Fonte: Blog Meu Bixano
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Rações & Gatos



A ideia tradicional de que o gato de alimenta de peixe e leite, não é mais que um "erro" que convém desmistificar. Todos os felinos são carnívoros e o gato doméstico não é excepção: Como tal, adora carne, tendo requisitos especiais em termos de proteína, vitaminas e gordura. No entanto, essas necessidades vão variando ao longo da vida do animal: um jovem não requer necessariamente os mesmos nutrientes de um adulto, pois nos primeiros meses de vida o seu crescimento é de tal forma acelerado que exige uma maior proporção de vitaminas ,minerais e proteínas.

Durante a primeira etapa da vida (até aos 8 - 10 meses), a completa formação de dentes e esqueleto exige valores de cálcio da ordem dos 1.3% do total da composição do alimento. Em adulto, este mineral é também imprescindível, mas em menor quantidade - cerca de 10%. Só durante os primeiros 3 meses de vida o gatinho deve beber leite: de início o materno e posteriormente (sexta semana), apenas leite próprio para gatos.

A alimentação do gato adulto deve limitar-se à ração leofilizada, vulgarmente designada por "ração seca", "bolinhas" ou "croquetes". Este tipo de alimento, para além de extremamente higiénico e prático (adquire-se em embalagens de poucos gramas a cerca de 15 quilogramas, pronta a fornecer ao animal). Apenas exige a presença de uma tigela com água limpa e fresca.

O recurso a alimentos confeccionados em casa, que tanto prazer dão ao animal, não é a melhor opção. Apesar de adquirirem peixe de qualidade, adicionarem legumes e arroz ou massa, os proprietários não conseguem elaborar uma refeição de acordo com as necessidades do seu gato. Uma dieta dita equilibrada, exige o fornecimento de cerca de 35% de proteína (ovos, frango, cordeiro ou peixe), gordura (por exemplo a de frango que aporta excelentes quantidades de ácidos gordos essenciais à boa qualidade do pêlo. Deve compor aproximadamente 25% numa ração de crescimento mas apenas 7% numa destinada a dieta para emagrecimento), assim como hidratos de carbono, sob a forma de trigo, milho ou arroz.

Os alimentos enlatados, regra geral mais palatáveis, têm um elevado conteúdo em água - chega a atingir 80% - sendo portanto mais degradáveis; Para além desse contra, a adição de corantes e conservantes faz com que animais cujas refeições são quase na totalidade compostas por esse tipo de alimentos, apresentem por vezes distúrbios digestivos, como o timpanismo (acumulação de gases) ou diarreia.

As rações disponíveis no mercado tentam assegurar os valores mínimos admitidos para os diferentes nutrientes. Há, no entanto dois nutrientes que devem ser bem avaliados aquando da escolha da ração a fornecer ao nosso bichano:

- o teor em taurina, ácido aminado essencial aos gatos, pois não o conseguem sintetizar, devendo ser fornecido em durante toda a vida do animal mas principalmente durante o crescimento e velhice (cerca de 2000 mg/kg de alimento) - é muito importante ao bom funcionamento do coração!;

- a concentração em magnésio, mineral imprescindível ao bom funcionamento muscular, mas que em excesso facilita a urolitíase ou seja, a formação de cristais no aparelho urinário. Como a uretra dos gatos, nomeadamente nos machos, é extremamente fina e sinuosa, a existência de cálculos no tracto urinário pode implicar uma obstrução que se não tratada a tempo pode ser letal - verifica-se acumulação de ureia no organismo, a qual vai actuar como um veneno, podendo matar o animal por intoxicação. A ingestão deste mineral deve ser controlada a um máximo de 50 mg diários, o que regra geral é possível com uma boa ração.

Os gatos a partir dos 6 - 7 anos, devem ingerir um alimento mais pobre em calorias, o que é conseguido pela substituição dos teores de gordura por açúcares, ou pelo aumento do fornecimento de fibras. Nestes animais e principalmente se se tratam de machos castrados, há que dar especial atenção à concentração de magnésio e fósforo ingeridas, pois são muito propensos a problemas renais. Como melhor solução, deve-se optar por uma dieta específica cujo valor nestes minerais é reduzido apenas ao que é mesmo necessário ao bom funcionamento do organismo do animal.

Se tivermos em conta todos estes conselhos, o nosso gatinho agradecer-nos-à as deliciosas refeições que lhe fornecemos, mantendo-se saudável e connosco partilhando muitos episódios ao longo da vida.

Fonte: Animais de Estimação
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Principais doenças dos gatos



Apesar das nossas impressionantes sete vidas, a verdade é que há dias em que também nos vamos abaixo. Por vezes, damos bem nas vistas que não nos estamos a sentir a 100%, mas como também somos muito solitários e não vos queremos preocupar, retiramo-nos e sofremos sozinhos, na esperança que aquilo que nos aflige vai passar rapidamente. Claro que isto nem sempre será o nosso melhor remédio, por isso, e como sempre, contamos com os nossos maravilhosos donos para nos manter saudáveis. Esteja atento aos sintomas que lhe vou apresentar –todos têm a ver com as principais doenças que afetam os gatos – e nunca se esqueça da minha consulta anual no Dr. Veterinário.

Peritonite Infecciosa Felina (PIF)

O que é?
Um vírus que contamina o abdómen, o fígado, rins, cérebro e sistema nervoso, criando, nessas zonas, abcessos e infecções. A transmissão pode ocorrer de duas formas: através do contacto do gato saudável com as fezes de um felino contaminado (por exemplo, se existem vários gatos a partilhar a mesma liteira) ou através da amamentação, em que a gata infecta as suas crias.

Sintomas?
Perda de apetite, emagrecimento, anemia, diarreia, febre constante, abdómen distendido, gânglios linfáticos aumentados (até dá suores frios só de pensar!).

Cura?
Infelizmente, esta é uma doença fatal para nós, não existindo qualquer cura. Uma vez diagnosticada, podemos não viver muito mais tempo. Aqueles que conseguem fazer frente à PIF, podem viver mais dois anos no máximo, com a ajuda de um tratamento de apoio.


Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV)

O que é?
Afetando exclusivamente os gatos, o FIV é um vírus que diminui drasticamente as nossas capacidades imunitárias, o que proporciona o fácil aparecimento de infecções e outras doenças. É transmitido por um gato infectado, nomeadamente na transmissão de sangue, sendo este género de contacto extremamente frequente durante as “lutas” de gatos onde as nossas “mordidelas” provocam feridas abertas.

Sintomas?
Podemos viver muitos anos (até cinco!) antes de descobrirmos se somos FIV positivos mas, se sintomas como falta de apetite, emagrecimento, febre, diarreia ou dificuldades respiratórias persistirem, é melhor levar-me ao Dr. Veterinário para fazer o teste.

Cura?
Uma vez transmitido, o vírus aloja-se no nosso corpo para sempre. Não existe cura, mas podemos viver uma vida normal e longa, desde que o nosso dono nos proporcione uma alimentação saudável e equilibrada, complementada com suplementos vitamínicos; que assegure que as nossas vacinas estejam sempre em dia, mantendo-se sempre atento à nossa condição física; e, claro, manter-nos dentro de casa (não se preocupe, nós até gostamos!) para não correr o risco de ficarmos doentes e para não podermos infectar nenhum dos nossos conterrâneos.


Vírus da Leucose Felina (FeLV)

O que é?
Tal como o FIV, também o FeLV é imunodepressivo, retirando ao nosso sistema imunitário, de forma gradual, a capacidade de se defender contra as doenças ou infecções mais banais, podendo essas ser, muitas vezes, fatais. Para além de um maior risco na contracção de infecções várias, o FeLV está também associado ao desenvolvimento de tumores ou leucemias mortais. Este vírus, que só pode ser transmitido entre gatos, transmite-se pela saliva, lágrimas, urina, fezes ou através do leite, na fase da amamentação.

Sintomas?
A descoberta do vírus do FeLV é normalmente antecedida por sintomas como: perda ou falta de apetite, anemia, diarreia, doença respiratória crónica, infecções crónicas da boca, abcessos persistentes e recorrentes. No entanto, cerca de 25 a 30% dos gatos contagiados rejeitam o vírus, evitando assim a infecção; aproximadamente 30% mantém uma concentração elevada do vírus no sangue, com o risco de contrair linfoma ou outra doença associada ao FeLV; os restantes 40% desenvolvem uma infecção que acaba por passar, mas tornam-se portador do vírus, que poderá ser facilmente activado se o nosso sistema imunitário estiver debilitado ou exposto a outras doenças. Tenho o pêlo todo em pé só de pensar…

Cura?
Não existindo ainda qualquer cura, dependemos dos cuidados paliativos e de alguns cuidados básicos como a boa alimentação e alguns suplementos vitamínicos; evitar o contacto físico com outros animais; não partilhar comedouros, bebedouros, brinquedos e liteiras; e manter-nos dentro de casa. Em média, um portador deste vírus vive dois anos, mas existem estudos que apontam para uma taxa de sobrevivência de três anos e meio para cerca de 83% dos felinos. Entretanto, existe uma vacina contra o FeLV que o seu gato pode e deve levar. Informe-se junto do Dr. Veterinário – nós agradecemos!


Síndrome Urológico Felino (SUF)

O que é?
Engloba um conjunto de problemas inflamatórios no sistema urinário dos gatos, nomeadamente a cistite (inflamação da bexiga), a infecção (o sangue, o muco e outros produtos associados à zona inflamada proporcionam a multiplicação de bactérias); urolitiase/bloqueio utretral (a cristalização de minerais e a irritação da bexiga e da uretra provocam a formação de cálculos que podem entupir ou dificultar a saída de urina); uremia (acumulação de detritos intoxicantes no sangue, o que é muito perigoso; a inabilidade de urinar significa a acumulação de urina na bexiga e a incapacidade dos rins eliminarem os resíduos).

Sintomas?
Uma enorme dificuldade em urinar (mesmo pequenas quantidades!) ou a incapacidade de o fazer por completo. Se verificar que não urino no local habitual ou se a minha urina está manchada de sangue, leve-me ao Dr. Veterinário! No caso da uremia, existem ainda outros sintomas – depressão, vómito, fraqueza e colapso – que podem levar ao coma ou à morte.

Cura?
Sendo uma doença bastante comum nos gatos, é facilmente tratada (uuuffff!), a começar pela administração de medicamentos adequados e que o Dr. Veterinário receitará. Só em casos extremos é que posso necessitar de uma intervenção cirúrgica (desde que me vá visitar!). Para evitar o SUF por completo, bastam alguns cuidados simples: uma alimentação salutar, rações de elevada qualidade, a ingestão de muita água, ambientes anti-stress e anti-doenças.


Diabetes

O que é?
A diabetes é uma doença causada pelo aumento da quantidade de glicose sanguínea, ou seja, de açúcar no sangue. No entanto, é melhor definida como a incapacidade do pâncreas de produzir insulina, a hormona que regula os níveis de sangue no açúcar. À medida que a glicose se vai acumulando, e na falta da preciosa insulina, o organismo tenta eliminá-la das mais variadas formas e aí surgem os diferentes sintomas. Para além da predisposição genética, a diabetes ataca principalmente os gatos obesos.

Sintomas?
Normalmente, esta doença evidencia-se nos gatos a partir dos seis anos de idade, manifestando-se através de uma sede excessiva, o que os leva a urinar muito mais do que o habitual; juntamente com a perda de peso, apesar do seu apetite normal, que entretanto pode ter aumentado.

Cura?
Como em qualquer situação relacionada com a saúde, quanto mais cedo for detectada a doença, mais depressa se começa a tratá-la convenientemente. Felizmente para nós (e para vocês também!) a diabetes é uma condição que pode ser perfeitamente controlada! Como? Vou ter de tomar insulina e seguir uma dieta específica durante o resto da minha vida. Se me ajudar, eu consigo!


Obesidade

O que é?
Um em cada dez gatos é obeso, ou seja, tem peso a mais (terá a ver com a dupla comer e dormir!?) e as causas são várias: vida sedentária, muitas guloseimas e restos de comida na alimentação, deixar o prato de comida sempre à nossa disposição, o dar de comer entre refeições ou cada vez que nós pedimos (sim, sabemos fazer isso melhor que ninguém!).

Sintomas?
Este desequilíbrio nutricional que depressa se evidencia através da acumulação de gorduras indesejadas e pouco saudáveis, pode ter efeitos nocivos a longo prazo: diabetes, problemas pulmonares, dificuldades cardíacas, problemas locomotores e articulares. E qualquer uma destas doenças diminui drasticamente a nossa esperança de vida (nem as outras seis vidas nos podem salvar aqui!).

Cura?
Não há outro remédio senão incutir bons hábitos no quotidiano do seu felino… não sei se gosto muito do que estou a ler, mas como diz o outro: “primeiro estranha-se depois entranha-se”! Estabelecer um horário fixo para as refeições, que devem ser apenas duas por dia; e incentivar os gatos a brincarem e a algum exercício físico regular.

Fonte: http://ronronar.com/artigos/principais-doencas-gatos
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sistema de Comunicação dos Gatos




 Estudo revela que os gatos desenvolveram um sistema de comunicação elaborado, com centenas de vocalizações diferentes para comunicar aos humanos o que pretendem.
Os gatos também podem aprender a entender o que queremos se repetirmos sempre as palavras e acções de modo consistente. Desta maneira, poderemos comunicar com os gatos um diálogo que, apesar de exigir tempo e esforço, é gratificante para ambos.

Passos:

1. Lembre-se que o som não é o modo preferido de comunicação de seu gato. A língua nativa dos gatos é um sistema complexo de expressão corporal, cheiros, expressões faciais e toque, enquanto nós humanos usamos primariamente o som. Os gatos rapidamente percebem que não entendemos os sinais não-verbais que eles usam uns com os outros, e vocalizam numa tentativa de comunicar na nossa língua. Ao observar qual reação cada som causa em nós, o gato está sempre aprendendo a fazer pedidos (ou exigências)

2. Escute seu gato. Se observar o que está fazendo enquanto mia, poderá aprender a associar a forma de miar e o aquilo que o seu gato pretende. Cada gato é diferente e pode ter suas variações, mas algumass formas de miar comuns incluem:

* Miado curto - cumprimento.
* Miados múltiplos - cumprimento excitado.
* Miado em tom médio - pedido por algo.
* Ronronado puxado - um pedido por algo.
* Ronronado grave - uma reclamação.
* Ronronado agudo - raiva ou dor.
* Murmúrio (movimentos rápidos de mandíbula, "falando" entre os dentes) - excitação ou frustração (como quando uma presa está fora de alcance ou escapa).
* Trinado (um cruzamento entre um miado e um ronronado com uma inflexão ascendente) - cumprimento amigável.
* Ronronado suave - convite para contato ou atenção.

3. Observe seu gato. Por serem mais fluentes com linguagem corporal, certos gestos vão acompanhar a vocalização para reforçar a mensagem.

* Cauda para cima - feliz
* Cauda balançando - excitado ou ansioso
* Olhos piscando - afecto.
* Orelhas para trás - alarmado
* Passar a cabeça, flanco e cauda em uma pessoa ou animal - ritual de saudação
* Bater a cabeça - amizade, afeto
* Cheirar o rosto - confirmando identidade
* Orelhas para trás e deitadas - medo e ansiedade

4. Converse com ele.

* Use um tom de voz ligeiramente mais alto para indicar amizade e um tom mais grave para indicar descontentamento ou agressividade.

* Repita sempre a mesma palavra (por exemplo 'dormir' ou 'cama'), a cada vez que for dormir, e eventualmente o gato vai associá-la com suas acções.

* Se piscar os olhos devagar enquanto estabelece contato visual com oseu gato, ele vai normalmente responder aproximando-se para seracariciado, pois as piscadas são muito amistosas.

5. Seja consistente. Por exemplo, os gatos normalmente pedem antes de entrar no espaço pessoal do outro, e um erro comum dos donos é dizer "não" mas assim mesmo acariciar o gato. Isto confunde o animal. Faça um não rápido e afaste o gato com firmeza, sem mostrar afecto, e é suficiente. A maioria dos gatos tenta duas ou três vezes invadir o espaço de alguém, frequentemente de direções diferentes. Tenha paciência ao dizer "não".

* Se eles fizerem algo que não aprova, borrife um pouco de água. Os gatos e a água raramente vão à bola juntos.

* Se não gostar da idéia de borrifar água no gato, desenvolva um "tom de voz de comando" para usar com seu gato quando ele estiver fazendo algo de errado. Use uma voz natural, fácil de repetir, mas que se distingua da sua voz normal. Se usar esta voz de comando seriamente e só quando necessário, o gato vai aprender a reconhecer quando está fazendo algo que lhe desagrada.

* Outro "não" fácil de fazer que todos os gatos reconhecem é um chiado rápido e agudo como o que é feito por eles mesmos quando dizem 'não'.

Esta lista não é, de modo algum, uma descrição exaustiva de gestos e vocalizações dos gatos, e pode não se aplicar a seu bichano. O sistema de comunicação felino é surpreendentemente complexo e se extende além do âmbito deste artigo.

fonte: wikihow.com
(léxico adaptado)
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Ciclo de Vida dos Gatos




Gatos Jovens
(até 3 anos)

Seu gatinho de estimação ainda é um filhote (ou quase!). Portanto, muita paciência e cuidado com ele. Em geral, gatos aprendem muito rápido o local para fazer suas necessidades (caixa de areia) e isso pode facilitar bastante as coisas no início.

Não se esqueça de que ele necessita de um alimento balanceado próprio para filhotes (ração para gatos filhotes até cerca de 1 ano de idade), vacinação e cuidados veterinários. Falando nisso, ter um médico veterinário que acompanhe seu filhote durante essa primeira fase de vida é muito importante.

E não se esqueça! Gatos são grandes brincalhões. Forneça brinquedos próprios para ele, como bolinhas ou pequenos animais sintéticos. Você vai ver que uma simples bolinha de papel já pode ser uma diversão!


Gatos Adultos
(de 4 anos até 9 anos)

Seu gato já está adulto. Nessa fase de desenvolvimento ele chegará à maturidade física e sexual. Não se esqueça de que caso não esteja pensando em ter mais gatinhos em casa, deve-se procurar o médico veterinário e conversar com ele sobre a castração de seu pet.

Mantenha seu amigo com as vacinas e visitas ao médico veterinário sempre em dia, ou seja, pelo menos uma vez por ano.


Gatos Idosos
(a partir dos 10 anos)

Seu gato já está idoso. Você poderá dizer:"Puxa, nem vi o tempo passar". Na verdade, isso apenas significa que ele já está numa fase de vida mais madura e que alguns cuidados são importantes para que ele viva muitos anos.

Não se esqueça de que existem rações próprias para gatos idosos e que os cuidados com a dentição e a nutrição de seu amigo são muito importantes. Deve-se lembrar de levá-lo ao veterinário pelo menos uma vez ao ano para as vacinações e exame geral , o que serve para prevenir ou diagnosticar precocemente qualquer doença.


Fonte: Merial Brasil



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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Fatos e mitos acerca dos gatos

O que se diz por ai dos nossos amigos felinos...

será verdade?

Autor: Sofia Marques (médica veterinária): Animais e Companhia


Existem certas crenças populares acerca dos nossos amigos felinos. Verdade? Mentira? Analisemos algumas deles:

O gato ronrona porque está contente.


Falso. Certos gatos em sofrimento também ronronam. O ronronar indica uma disposição social amigável e pode ser dado como sinal para, por ex., um gato veterano, informando que certo gato com problemas tem necessidade de amizade, ou pode constituir um sinal para o dono, exprimindo o agradecimento pela amizade obtida. O ronronar traduz um comportamento infantil. Os gatinhos ronronam a partir da primeira semana de vida e isso indica à mãe que tudo está bem com a sua prole. Já nos gatos adultos isso traduz uma certa dependência do contacto entre os donos e os gatos.

Os gatos arranham o sofá por puro prazer.

Verdadeiro. O gato arranha a superfície que ele entende que lhe dá boa chance de eliminar as unhas velhas, renovando as garras. Também o faz para marcar território, colocando aí “marcas de cheiro” imperceptíveis aos nossos precários narizes, visto que os felinos possuem glândulas odoríficas na parte inferior das patinhas. Quanto mais o gato usa essa superfície, mais é atraído a ela, pois possui o seu cheiro. O gato também arranha como forma de exercício, espreguiçando-se.

Os gatos são traiçoeiros: quando se oferecem de barriga, mordem quem lhes faz festas.

Falso. O gato deita-se de costas oferecendo a barriga apenas a quem ele considera amigo íntimo. É como se o seu gato dissesse: “ eu mostro-te a minha barriga em demonstração da minha confiança em ti, por adotar esta postura tão vulnerável na tua presença”. Mas uma coisa é mostrar, outra bem diferente é deixar acariciar! Nem sempre é seguro concluir que um gato nessa posição espera ser acariciado. Muitas vezes a resposta é uma violenta sapatada com as patas traseiras. A região abdominal é tão fortemente protegida que os gatos não apreciam contatos nessa zona. Por isso eles estabelecem um limite que os donos nem sempre entendem: podem ver, mas não devem tocar!

Os gatos adultos tateiam o colo dos donos com as patas dianteiras confundindo o dono com a própria mãe.


Verdadeiro. É deveras aborrecido quando o nosso gato salta para o nosso colo, tendo as unhas compridas, desata a “amassar-nos” com aquelas unhas, baba-se todo e nós ficamos com as pernas doridas e acabamos por mandá-lo para o chão! O pobre gato fica mesmo desapontado! Porquê? Na realidade ele julga que nós somos a mãe-humana dele. São esses os movimentos que ele tinha quando mamava na mãe, a fim de espremer o leite. O babar-se revela a atitude de mamar. Esta reminiscência de comportamento infantil deve-se ao fato que os gatos caseiros continuam a ser cuidados e alimentados por nós humanos, e o gato adulto permanece gatinho em muitos sentidos, encarando-nos como falsas mães. Não faça o gato infeliz! Corte-lhe as unhas e deixe-o “pisar o leite” no seu colo, coitado!

Os gatos enterram os excrementos porque são asseados


Falso. Em primeiro lugar é para eliminar o cheiro que exalam. Na realidade, se estivermos perante um gato dominante, ele NÃO ENTERRARÁ os seus excrementos, deixando-os bem à vista para marcar território. O fato dos nossos gatos enterrarem tão bem os excrementos revela o quanto eles se sentem subordinados em relação a nós. Acham-nos fisicamente mais fortes e sabem que controlamos o seu modo de vida (especialmente porque somos nós que lhes fornecemos o seu alimento). Quando um gato deixa as fezes por enterrar é sinal que algo está errado. Pode ser uma questão de auto-afirmação, dominância em relação a outro animal lá em casa ou pode ter aversão ao material absorvente que existe no caixote.

Os gatos cuidam do pêlo por uma questão de higiene.


Verdadeiro. Mas não só. Realmente lamber o pêlo amacia-o, permite que ele seja uma capa de isolamento contra as intempéries, mas também ao molhar o pêlo, o gato refresca-se nos dias de maior calor. O gato também se lambe para aliviar o stress. Daí que gatos muito enervados se lambam compulsivamente. Este será um caso a ser visto pelo médico veterinário, se o gato se lamber tanto a ponto de ficar sem pêlo em certas zonas.

Os gatos também se lambem para ficar com o seu próprio cheiro, ou para eliminar outros cheiros que estejam no pêlo. É o caso do gato que vai lamber o pêlo depois dono lhe ter feito uma festa. O animal vai eliminar o cheiro da mão do dono, substituindo-o pelo cheiro da sua saliva. Os gatos lambem-se para estreitar o seu relacionamento social. Há que ter em atenção a formação das temidas bolas de pêlo no estômago. Fale com o veterinário acerca de uma pasta de malte para a sua eliminação.

Os gatos abanam a cauda quando estão zangados.


Verdadeiro. O abanar a cauda reflete um estado agudo de conflito mental. Colocado perante uma situação difícil em que o animal pode ter duas reacções possíveis, o gato fica quieto e abana a cauda. Quando uma decisão é tomada, acaba o conflito e a cauda fica quieta. Por exemplo, o gato está a ser acariciado. Não lhe apetece receber festas. Ele entra em conflito: ou morde para desencorajar o dono ou foge. A cauda começa a chicotear. Assim que resolve o problema, deixa de abanar a cauda.

Os gatos odeiam as portas.


Verdadeiro. As portas são um entrave à vida social normal do gato! Por vezes o gato mia para sair de casa. Assim que sai, ao fim de 10 minutos já está a miar para voltar a entrar. Nada mais natural se entendermos o motivo. O gato quer inspecionar as suas redondezas, recolher informações e avivar as marcas dele deixadas no seu território. Uma curta vistoria para cumprir com todos estes objetivos é o suficiente para pôr o bichano feliz. E é claro, ele não troca o conforto do lar pelo perigoso exterior!

Os gatos só vêm a preto e branco


Falso. Estudos recentes provaram que os gatos conseguem distinguir entre o vermelho e o verde, o vermelho e o azul, o vermelho e o cinzento, o verde e o azul, o azul e o cinzento, o amarelo e o azul e o amarelo e o cinzento. Mas seja como for, as cores não são tão importantes na vida dos gatos como são na nossa.

As gatas com o cio miam por que estão a sofrer


Falso. O miado constante bem como o ato de se rebolar constitui um comportamento sexual feminino felino normal. É preciso notar que os gatos em circunstâncias normais são silenciosos e até passam despercebidos. A sua comunicação depende muito de sinais olfatórios e não tanto de sons, tal como se passa nos cães. A fim de atrair os machos, as fêmeas em cio têm de adquirir posturas “anormais”, fazendo barulho, rebolando-se, exibindo-se, tudo para atrair os machos. O miado não envolve sofrimento nenhum, assim como qualquer fêmea de qualquer espécie animal com cio não sofre dores nenhumas.

Ter um gato reduz o stress e melhora a saúde do dono


Verdade. O contato físico com um animal reduz bastante o stress dos donos. Basta acariciar um gato para de fato reduzir naturalmente a pressão arterial! Os benefícios para milhões de pessoas que sofrem de doenças cardiovasculares é indescritível. De vez em quando alguns de nós ficamos feridos e traumatizados psicologicamente. Por vezes deixamos até de confiar nos seres humanos, de tantas decepções nos causarem... para estas pessoas, uma ligação com um gato pode proporcionar grandes recompensas, destruindo as suspeitas e sarando feridas antigas. Cuidar de um animal descontrai e até é usado como terapia em certas instituições de saúde que cada vez mais utilizam os animais como fonte de terapia e apoio psicológico a doentes internados.



Fonte: Arca de Noé
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

5 Razões para brincar com o gato


1 - Reforçar laços


Brincar com o gato ajuda a reforçar os laços entre o dono e o animal. Se os gatos têm um temperamento independente, não resistem contudo a uma boa brincadeira. Brincar juntos ajuda o gato a encará-lo como um companheiro em vez de alguém que apenas lhe põe comida no prato. As brincadeira podem mesmo fazer com que o gato se torne mais afectuoso, reagindo com alegria quando chega a casa, por exemplo. É claro que há gatos mais ariscos do que outros, mas a brincadeira ajuda sempre a aprofundar a relação entre o dono e o animal.

2 - Exercício


É muito importante que os gatos se mantenham em forma. Com o envelhecimento, os gatos tendem a engordar. O excesso de peso é um factor de risco para muitas doenças como a diabetes e a artrite. Ao contrário dos cães, a maioria dos gatos são animais com um acesso muito limitado ao exterior, por isso a brincadeira é a melhor maneira de exercitar os músculos e manter o corpo o corpo em forma.

3 - Confiança


Os gatos tímidos por natureza, ou animais que tenham sido maltratados, demoram mais tempo a desenvolver confiança neles próprios e nos outros. Mas nem estes gatos cuidadosos resistem a uma boa sessão de brincadeira. Os gatos habituados a interagir com humanos, recebem melhor as visitas.

Os gatos aprendem a ser gatos através da brincadeira com os irmãos, mantenha esta actividade ao longo da vida do gato e verá o desabrochar de um animal mais extrovertido e confiante.

4 - Libertar tensão e agressividade


As brincadeiras permitem que o gato liberte a tensão acumulada e também que possam libertar o seu instinto de caça. Os gatos são caçadores e independentemente de terem ou não presas à sua volta, vão exercer o seu instinto, nem que seja em sombras ou peças de mobiliário. O aborrecimento faz com que o gato se torne destrutivo, por isso permita ao gato libertar a tensão e caçar, mesmo que seja só a fingir.

5 - Diversão


As brincadeiras são pura diversão, mais para o gato do que para o dono, provavelmente. Mas até para o dono, as brincadeiras são uma forma de distracção e garantem sempre boas gargalhadas. Envolva-se com o seu gato e embarque nestas brincadeiras felinas.


Fonte: Arca de Noé
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Desmistificando a Toxoplasmose


...a verdade e os mitos sobre a Toxoplasmose.

Autor: Sofia Marques, médica veterinária

"Parabéns: você está grávida de 2 meses! Só tem um senão: você não está imune à toxoplasmose e se quiser ter uma gravidez bem sucedida deve desfazer-se do seu cão e do seu gato"

Certamente que estas palavras infelizmente tão repetidas nos consultórios médicos já foram ouvidas por centenas de mulheres cujo coração ficou dividido entre o bem estar do filho tão desejado e o dos seus queridos animais de estimação.

Há motivos para tanta preocupação? Deve a mulher grávida automaticamente dar o seu cão ou gato quando engravida? Devemos acreditar em tudo o que lemos especialmente na imprensa destinada às leitoras do sexo feminino?

É incrível que às portas do 3º milénio tantos médicos e auxiliares de saúde estejam tão mal informados acerca da gravidez e dos gatos. Vamos aqui desmistificar isto de uma vez por todas e verificar que NÃO É NECESSÁRIO LIVRAR-SE DO GATO QUANDO ESTÁ GRÁVIDA, tal como a maioria dos médicos aconselha.

A toxoplasmose pode ocorrer em diversos mamíferos que ingiram carne crua, especialmente através da caça, e que por sua vez ingiram um dos estadios infectantes do protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este parasita unicelular tem um ciclo de vida um pouco complicado. Sabe-se que tem de passar por um hospedeiro intermediário e por um definitivo, que é sempre o gato e APENAS O GATO, NÃO O CÃO! O toxoplasma só consegue produzir oocistos infectantes no intestino do gato. O cão não transmite toxoplasmose, coisa nenhuma. Que isto fique bem claro.

O ser humano serve portanto de hospedeiro intermediário. Nele o parasita enquista nos músculos ou outras partes do organismo. Mas esta infecção é geralmente assintomática. Muitas pessoas podem contrair toxoplasmose e não se aperceber disso, mas caso tenham sintomas estes podem ser febre baixa, dores musculares, aumento do volume dos gânglios linfáticos, perda de apetite e dores de garganta.

Uma vez exposto à doença, o ser humano desenvolve imunidade contra o parasita e raramente torna a adoecer com toxoplasmose. Isto é confirmado através de uma análise sanguínea a qual revelará que a pessoa é seropositiva em relação a esta doença. A mulher grávida seropositiva já teve a doença por isso já não há risco para o feto. Apenas grupos de risco tais como as pessoas que padecem de SIDA ou outra situação que deprima o seu sistema imunitário (pessoas que fizeram recentemente algum transplante), estão em risco de adoecer novamente e de maneira grave (pneumonias ou doenças neurológicas).

Mas o caso complica-se se a mulher grávida não é seropositiva quando engravida. Neste caso ela não deve contrair toxoplasmose pela 1ª vez durante os primeiros 3 meses de gravidez (após este período os riscos são significativamente menores). Apanhar toxoplasmose durante o 1º trimestre de gravidez equivale ao risco do bebé nascer com graves deformações neurológicas ou mesmo retardamento mental.

Já estamos a ver porque há tanto pânico... mas de alguma forma exagerado. Vamos ver porquê. Se a leitora possui um gato já há algum tempo que vive exclusivamente em casa, e que jamais come carne crua, você NÃO está em risco. De facto está cientificamente provado que manusear carne crua ou trabalhar em jardinagem sem luvas é mais arriscado do que fazer festas ao seu gato.

Os gatos contraem toxoplasmose por comerem carne crua ou caça (ratos, p ex.) que contenham algum dos 3 estadios infectantes deste parasita. Neste caso os gatos excretarão pelas fezes oocistos infectantes 3 a 10 dias após a ingestão de tecidos infectados. Esta excreção pode durar até 14 dias após a 1ª exposição do gato ao parasita. MAS APÓS ESSE PERÍODO É POUCO PROVÁVEL QUE O GATO EXCRETE DE NOVO, pois tal como os humanos, o gato desenvolve imunidade contra o toxoplasma. Os oocistos excretados nas fezes transformam-se em infectantes apenas1 a 4 dias após a excreção e podem permanecer assim no meio ambiente por vários meses. Se você eliminar as fezes do gato diariamente da caixa de areia, especialmente se usar luvas, bem vê que o risco de contrair toxoplasmose é mínimo!

Normalmente os felinos não exibem sintomas de toxoplasmose. Todavia os gatos infectados e que inadvertidamente contraem alguma doença imunossupressora (FIV ou FELV) podem adoecer gravemente com sintomas variados: letargia, depressão, febre, diarreia, pneumonia, hepatite, uveite (inflamação ocular grave) ou mesmo doenças neurológicas.

Existem muitas maneiras de minimizar o risco de contrair toxoplasmose. Cozinhe muito bem a carne pelo menos 15 a 20 m antes de a consumir. Tanto as carnes de vaca como o porco e o borrego podem transmitir a doença se consumidas cruas ou mal cozinhadas. O leite não pasteurizado de vaca, cabra ou ovelha também pode conter oocistos. Mantenha o seu gato exclusivamente em casa, não permita que ele consuma o que caça nem lhe forneça carne crua. Alimente-o com rações comerciais apropriadas.

Alguns médicos aconselham as grávidas a testar o seu gato para ver se é seropositivo ou não. Acho contraproducente até porque se der positivo, o gato pode já estar imune à doença, e já nem estar na fase de eliminação dos oocistos. Ou seja: pode já ter apanhado a doença há anos e agora já não constituir perigo nenhum. A má interpretação do teste pode condenar um gato que a priori pode não constituir perigo nenhum... Se o teste dá negativo, então melhor ainda! Não dê nada cru ao seu gato e não se preocupe mais com o assunto. O que interessa no fim de tudo é se a mulher grávida é imune ou não. Se não é, deve ser um pouco cuidadosa no primeiro trimestre de gravidez. Aliás, convenhamos: se você possui um gato há anos e ainda não está imune ao toxoplasma, não vai ser agora por azar que vai apanhar a doença só porque está grávida!

O mais provável é que o seu gato não lhe transmita mesmo a doença. E ainda mais: normalmente as mulheres descobrem que estão grávidas no 2º mês de gravidez. Se já passaram 2 meses de risco sem ter cuidados, porque entrar em pânico com o seu bichaninho se já só falta mais um mês de alto risco para o feto? Muitas pessoas não se apercebem deste fato...


A toxoplasmose não é o único perigo que as grávidas têm de enfrentar. Se houver boa higiene, e consumo de carne apenas bem cozinhada, a maioria dos problemas serão evitados. A toxoplasmose não é nenhuma novidade e as mulheres grávidas não devem temer possuir gatos. A companhia e a devoção que os felinos nos dedicam ultrapassa em muito o risco de nos expormos a doenças. Todavia se restam algumas dúvidas não hesite em contatar-nos ou o médico veterinário do seu companheiro felino! Estime-o, não o abandone!

6 MANEIRAS DE EVITAR CONTRAIR TOXOPLASMOSE
1 Use luvas de borracha e lave bem as suas mãos após fazer jardinagem. A forma infectante do parasita pode viver por longos períodos de tempo na sujidade e areia onde os gatos defecam
2 Calce umas luvas e lave e esvazie a caixa do areião do gato diariamente para os oocistos não terem a oportunidade de se tornarem infectantes
3 Consuma carne sempre bem cozinhada, nunca em "sangue" e lave muito bem as suas mão após manipular carne e vegetais crús.
4 Beba leite pasteurizado, nunca cru
5 Verifique através de análise sanguínea se é seropositiva ou não. Se der positivo, então não tem nada que se preocupar
6 Lave bem as mãos após contactar com qualquer gato

Fonte: Arca de Noé


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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Gatos e crianças, um caso de amor

Veja algumas dicas para tornar a convivência entre crianças e animais a mais harmoniosa do mundo

Por Helena Jacob

Muitas mães têm medo da associação animais de estimação e crianças. As dúvidas ficam por conta de doenças respiratórios, possíveis brincadeiras perigosas e até pelo ciúme que um pode causar no outro.

No entanto, ter um animal pode ser totalmente benéfico para a amizade dos pequenos. Com um bichinho, como um gato, eles aprenderão a ter responsabilidade , cuidando de sua alimentação e higiene. Saberão dividir a atenção dos pais com o animal. E, mais do que isso, aprendem, desde cedo a amar um ser vivo.

Alguns cuidados devem ser tomados para deixar essa relação entre bichos e crianças ainda melhor. Em se tratando dos gatos, muitos temem que o animal arranhe ou morda as crianças. Isso pode acontecer, claro, especialmente se a criança maltratar o gato ou tentar agir como se fosse da sua espécie, correndo e saltando sob ele.

Com crianças muito pequenas, é bom monitorar as brincadeiras e ensiná-las que o gato é um ser vivo, que sente dor se tiver suas orelhas puxadas, por exemplo. Cabe lembrar também que pequenos arranhões não oferecem nenhum perigo, devendo ser lavados e esterilizados, apenas isso. Para manter a segurança completa e em dia, cuida da vacinação do seu gatinho.

Já com crianças maiores e adolescentes, é importante conversar e explicar as necessidades do animal. Isso pode evitar problemas e construir uma relação que dura mais de 20 anos, em muitos casos.

Doenças respiratórias
O caso das doenças respiratórias é mais delicado, mas ainda assim merece ponderação. Muitos pediatras hoje, ponderam que os ambientes altamente esterilizados e limpos das casas modernas deixam as crianças sem defesa imunológica, favorecendo o aparecimento de vários tipos de doenças, especialmente no trato respiratório.

Assim, conviver com um animal de estimação pode provocar uma certa “bagunça” que é saudável para o organismo e a mente das crianças. No entanto, é bom conversar ponderadamente com seu médico, analisando riscos e vantagens de seu filho ter um animalzinho peludo, como gatos e cachorros.

Vale lembrar que, emocionalmente, só há vantagens na parceria. A relação de afeto entre crianças e animais é inigualável. Tereza, 31 anos, conta que “obrigou” sua mãe a adotar uma gatinha quando tinha apenas 2 anos de idade. “Minha mãe visitou uma amiga que cuidava de uma ninhada de gatinhos. Ela conta que eu me encantei à primeira vista e não parei de chorar enquanto ela não levou a gatinha”, conta.

A mãe de Tereza temia que a chegada do animalzinho provocasse problemas maiores na filha, que tinha rinite alérgica e havia saído naquela época de uma pneumonia. “Mas ela conta que foi o contrário. O cuidado com o gatinho me restabeleceu e me fez melhorar de tudo isso. Hoje tenho 3 gatos e nenhum problema respiratório”, afirma.

Fonte: www.adoteumgatinho.com.br
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Os gatos domésticos

O convívio entre o homem e o gato existe desde 4 mil anos antes de Cristo. Foram encontrados afrescos e pinturas funerárias de gatos caseiros das primeiras dinastias egípcias. Encontrou-se no Egito uma grande variedade de múmias de gatos.

FILO: Chordata
CLASSE: Mammalia
ORDEM: Carnivora
FAMÍLIA: Felidae
GESTAÇÃO: Média 62 dias
CRIAS POR ANO: 2
Nº DE FILHOTES: 3 - 6
TEMPO DE VIDA: 15 a 19 anos
TEMPERATURA EM ºC: 38,0 - 39,0
COMPRIMENTO MÉDIO: 55 cm
ALTURA MÉDIA: 30 cm


Os egípcios apreciavam de tal maneira seus gatos que sua exportação era expressamente proibida; mas os mercadores jônicos entregaram-se a um lucrativo contrabando que permitiu ao gato-caseiro alcançar primeiro a Ásia Menor e depois a Europa. Na Índia o gato foi, aproximadamente, amansado na mesma época que no Egito. A China já conhecia o gato-caseiro mil anos antes de nossa era, o Japão um pouco mais tarde.

Os romanos se interessaram mais pelo gatos do que os gregos. A legião de César contribuiu muito para sua distribuição por toda a Europa e, em particular a Inglaterra. Portanto, foi somente ao ano de 1400 que o gato-caseiro substituiu definitivamente em Roma a fuinha, que era utilizada até então para o controle de ratos.

Na Idade Média foi, de um modo geral, hostil aos gatos, que eram associados às feitiçarias e considerados criaturas diabólicas. É desta época que parte a maioria das superstições, das quais algumas chegaram aos nossos dias.

O gato-doméstico, por seu caráter independente, aceita a coabitação do homem mas não abandona nenhuma de suas prerrogativas de animal livre. Por isso não é considerado propriamente doméstico. Sai à hora que lhe convém, deita-se onde quer, come o que gosta, goza nossa hospitalidade e nossas carícias que lhe agradam, mas recusa-as quando as irritam. Em troca, oferece-nos sua beleza e sua graça. Se caça camundongos é pelo esporte e não para se tornar útil.

Animal livre, o gato é independente e voluntarioso. A reação do gato, é muito diferente do cão, quando ele defende seu território é unicamente contra os outros gatos, nada mais lhe importando. Como os outros carnívoros marca o seu território urinando nos limites do mesmo, inclusive na cama do dono e, isso tem significação apenas para os outros gatos.

O gato-caseiro é um animal gracioso, limpo e simpático. de movimentos harmoniosos, tem uma agilidade surpreendente. Seus passos são flexíveis e medidos, e ele se apóia com suavidade sobre as acolchoadas patas. Suas unhas retrateis tornam a marcha perfeitamente silenciosa.

Quando perseguido ou assustado, ele pode deslocar-se rapidamente por meio de uma série de saltos que o põe fora de perigo. Mas, em terreno plano e descoberto, sua corrida é bem menos rápida que a do cão. E é por esta razão que ele em geral tenta subir em árvores ou escalar muros com a ajuda de suas garras.

Qualquer que seja a maneira que ele caia, o gato consegue sempre aterrar sobre as patas, graças ao seu senso de equilíbrio, que permitem que ele de contorça no ar. Se a queda é grande a cauda funciona como leme. O gato também sabe nadar, mas só o faz excepcionalmente.

Senta-se como os cães, apoiando-se no solo com a parte posterior do corpo e sustentando-se nas patas anteriores estendidas. Dorme geralmente de lado, mas tem uma noção de conforto muito pessoal o que o leva a adotar, muitas vezes, as posições mais estranhas.

Para se expressar, o gato-caseiro dispõe de um vocabulário bem diversificado cheio de miados, ruídos, assobios, gritos, espirros e sopros variados, capazes de expressar prazer, pesar, desprezo, medo, cólera, ameaça, namoro, etc.. A maioria dos gatos emite um som muito especial para saudar o dono, e todos sabem que um gato satisfeito ronrona. O miado é dirigido exclusivamente às pessoas e nunca aos outros gatos.

O tato e a visão e a audição são os sentidos mais desenvolvidos do gato. O olfato é menos sensível. Os pêlos de seus bigodes são órgãos táteis muito sensíveis. As patas têm, igualmente grande sensibilidade tátil.

A visão é excelente, tanto de dia como de noite, pois sua pupila vertical tem grande poder de dilatação e contração, segundo a intensidade da luz; mas ele é capaz de perceber objetos numa luz muito fraca. Sua audição é ainda mais aguda. Reage, aproximadamente, como a do homem, a freqüências inferiores a 2.000 ciclos por segundo. Mas na gama dos agudos percebe sons correspondentes a 60.000 c.p.s, enquanto o limite humano é de 20.000 c.p.s.

O gato é um animal muito limpo e, limpa o seu pêlo cuidadosamente, lambendo e alisando incansavelmente do pescoço à extremidade da cauda. Oculta cuidadosamente os excrementos com terra ou serragem preparada para esse fim e que deve ser renovada todos os dias.

Ao contrário do cão o gato é um animal essencialmente individualista, altivo e solitário e, ele nunca se submete a seu dono. Esse caráter independente valeu-lhe uma reputação muito justificada de desobediente.

O gato também é de natureza prudente. Jamais se aventura a fazer algo sem tomar precauções. Se sai à noite, espera junto da porta, antes de partir, que seus olhos se acostumem à escuridão. Em face do perigo, geralmente prefere pôr-se em segurança, em qualquer refúgio elevado, donde observa o inimigo com um olhar maligno, seguro de que este não poderá alcançá-lo mas, se não vê saída, não hesita em defender-se com a maior coragem.

A atitude de arquear o dorso e eriçar os pêlos é uma atitude para intimidar o adversário fazendo com que se parece maior do que realmente é.


REPRODUÇÃO
A gata é fecundada geralmente pela primeira vez aos cinco meses. É com essa idade que ela tem o seu primeiro cio e se torna sexualmente adulta. O cio dos gatos não tem período determinados. Nos climas temperados os acasalamentos são mais freqüentes durante a primavera e podem durar de três dias a três semanas. Se a fêmea não é fecundada, ela começa imediatamente um novo período de cio.

Na época da reprodução, a gata emite um grito característico e de grande alcance que alerta todos os machos da vizinhança. O comportamento, nessa época, tanto do macho, como da fêmea, muda completamente. O animal se torna subitamente selvagem, inquieto, e vaga de dia e de noite à procura de seu companheiro (ou de sua companheira).

Todos nós já fomos acordados alguma noite por seus gritos que lembram o choro de uma criança. Os machos lançam a combates implacáveis para resolver apenas a questão da precedência, uma vez que, no fim das contas, a fêmea será servida, a curtos intervalos, por todos os machos. A gata pode dar à luz, numa mesma ninhada, a filhotes originados de vários machos, podendo cada um deles ser de um pai diferente.

A gestação dura em média 62 dias, mas também nisso o gato é individualista, e ela pode variar de 59 a 69 dias. A mãe prepara com antecedência um leito macio e confortável num lugar tranqüilo. Seu instinto faz com que ela esconda a prole de modo que o pai não descubra, pois ele não hesitará em devorá-la.

Na hora do nascimento, cada gatinho nasce num envoltório que a mãe rompe ao limpar o filhote, ela come a placenta o que estimula a produção de leite. Ela não se contenta em apenas amamentar seus filhotes, mas passa grande parte do tempo a lambê-los e lustrá-los com sua língua áspera. A gata é uma excelente mãe e, é ainda capaz de amamentar cachorrinho, coelhinho e mesmo ratinhos órfãos.

texto por: Lúcia Helena Salvetti De Cicco

Fonte: Amigos de Pêlo

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